06/12/2019 às 10h55min - Atualizada em 06/12/2019 às 10h55min

Praças de Carangola viram “casa” para moradores de rua

Situação de mendicância e abuso do uso de álcool tem crescido e proliferado na cidade

Graziano Amorim
Hoje reassume a Secretaria de Saúde, Tintinha. Mas a falta de ações mais efetivas de Assistência Social aliado a Saúde tem feito crescer o número de pessoas em situação de alcoolismo e mendicância nas praças de Carangola. No entorno da Rodoviária a situação é a mesma.
 
Entrevistamos algumas dessas pessoas e pudemos ter uma ideia do que eles vivenciam quase diariamente. Leandro de Souza Mota, 43 anos, servente de pedreiro, mas que está desempregado é uma delas. Leandro conta que está sem moradia. “Estávamos abrigados no antigo IBC. “A Constituição diz que todos tem direito a moradia, lazer, saúde, mas na prática isso não existe. No período do inverno estávamos no IBC, porém alguém foi lá e colocou fogo nos colchões que dormíamos. “Usam aquilo lá para colocar carro velho da prefeitura, mas para usar para nos abrigar não pode . Somente igrejas passam por aqui de vez em quando“, revela Leandro.
 
Carlos Henrique Soares de Aguiar, 43 anos, pedreiro desempregado diz que pretende retornar para Coronel Fabriciano, mas relata que já procurou a Secretariua de Ação Social e não conseguiu a passagem para o Vale do Aço.
 
Felipe Gonçalves Ramos, 26 anos, desempregado conta que nem ao menos uma simples visita a Secretaria de Assistência fez. “Já temos o vício, e sem assistência. Igual o Leandro disse, colocaram fogo nos nossos colchões, nas nossas roupas e ‘não arrumaram’ nada pra nós, conta Felipe..
 
Eles também disseram que não se recordam de abordagens sociais ou até mesmo de saúde. O consumo descontrolado de drogas e bebidas alcoólicas a qualquer hora do dia ou da noite é público e notório. Será os organismos públicos de ações sociais e de saúde de Carangola estão esperando essas pessoas presas ao vício, principalmente do alcoolismo que é classificado como doença pela OMS (Organização Mundial da Saúde) procurarem ajuda?
Ao serem informados que a Secretaria de Assistência Social estava sob novo comando, a maioria disse que espera que ações básicas como alimentação, higiene e encaminhamentos a serviços de saúde e inserção e programas de trabalho e reinserção familiar possam chegar até eles.

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