29/09/2020 às 10h09min - Atualizada em 29/09/2020 às 10h09min

CARANGOLENSE LUTA PELOS DIREITOS DOS TRANSPLANTADOS E ALMEJA VAGA NA CÂMARA DE BH

A constante falta de medicamentos tem tornado ainda mais difícil a vida de transplantados país a fora. Diariamente os pacientes transplantados fazem uso contínuo de medicamentos como os imunossupressores e também precisam regularmente de exames laboratoriais.

A constante falta de medicamentos tem tornado ainda mais difícil a vida de transplantados país a fora. Diariamente os pacientes transplantados fazem uso contínuo de medicamentos como os imunossupressores e também precisam regularmente de exames laboratoriais.
 
A falta de medicamentos e marcação de exames tem afugentado e trazido apreensão aos pacientes, já que a maioria sobrevive com rendas equivalentes a um salário mínimo pago através do BPC (Benefício de Prestação Continuada) ou por Aposentadoria por Invalidez.
 
Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei  4613 de 2020 de autoria do deputado Fábio Trad (PSD/MS) que altera o art. 2° da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, para estabelecer que os pacientes transplantados tenham os mesmos direitos das pessoas com deficiência, se laudo médico elaborado pelo médico assistente, responsável pelo tratamento e acompanhamento, concluir que existam impedimentos que possam obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
 
O carangolense Maurício Vitor, transplantado renal e presidente da entidade TRANSVIDA vem atuando junto ao Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais e no Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte desempenhando papel significativo nas Câmaras Técnicas da capital mineira no intuito da aprovação do referido Projeto de Lei.
 
Maurício acrescentou que é signatário de uma petição junto a FENAPAR (Federação Nacional das Associações de Pacientes Renais Transplantados do Brasil) e ABTX (Associação Brasileira de Transplantados) para que os transplantados sejam definitivamente reconhecidos com pessoas com deficiências.
 

A vida de um transplantado não é como a de uma pessoa normal. Falo isso, pois sou transplantado renal. Usamos medicações crônicas e estamos constantemente expostos a complicações como rejeições no organismo e efeitos colaterais provocados pela medicação que vão desde cegueira ao câncer de pele, dentre outras
, explica Maurício Vitor.
 
Maurício Vitor é pré-candidato a vereador em Belo Horizonte e uma de suas propostas é ampliar os direitos das pessoas transplantadas e alavancar o reconhecimento dos mesmos ao patamar de pessoas com deficiência.
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